IPv6 ? Como funciona ?

Abr 11
2009

Como sabem, de facto ipv6 não é uma moda. É o próximo formato de endereçamento IP das redes. Neste artigo venho tentar explicar um pouco sobre como funciona:….

Como é sobejamente sabido, a versão 4 deste protocolo está a esgotar rápidamente.  A razão principal está relacionada com o boom de conecções crescentes em continente como a Asia, onde cada vez mais se ligam algumas dezenas de dispositivos na rede publica por hora, tais como xDSL, cabo, PLC, PDAs, UMTS nos telemóveis, etc. Com este crescendo o até aqui formato de 32 bits do IPv4 está a esgotar, e surge a necessidade efectiva de se utilizar este novo formato, IPv6, que é a 128bits, permitindo combinações práticamente infinitas.

O IPv6 traz também grandes melhorias a áreas como o routing e autoconfiguração de rede. Os novos dispositivos que se irão ligar à Internet vão ser plug and play. Com o IPv6 deixa de ser necessário configurar DNS IPs, gateway, mascara de rede ou qualquer outro parametro. O equipamento apenas necessita de ser ligado à rede, seja por meios fisicos ou radio.

Nesta fase é legitimo colocarem uma questão quase institiva:

1.º Porque não usar NAT ?

R: A utilização do NAT implica que vários serviços não possam ser utilizados, ou que só possam ser utilizados em intranets ou com VPN. Estou a falar de serviços como VoIP e outras aplicações multimédia devido às exigências do RTC e do RTCP, uma vêz que estes utilizam trafego UDP em portos dinâmicos. A autenticação em Kerberos também se torna complicada, uma vez que necessita da fonte do ip remetente, cujos os headers são (como saberam ) alterados nas traduções NAT.

Em suma, com o IPv6 podemos esquecer o NAT e garantir a segurança na mesma.

Então e como é formado o IPv6 ?

Vejamos o seguinte exemplo:

2001:0ba0:01e0:d001:0000:0000:d0f0:0010

O endereço é composto por 128 bits, contra os 32 bits dos endereços IPv4 actualmente. Ele é constituido por 8 grupos de 16 bits cada um, separadas por dois pontos “:”.

Cada grupo de 16 bitsé representado por 4 grupos hexadecimais, ou seja, cada cifra tem um valor entre 0 e 15 (0,1,2, …, b, c, d, e, sendo um f = 10 , b = 11, etc para f = 15).

Os zeros “0″ podem ser abreviados da seguinte forma (o que simplifica muito):

2001:0ba0::

é a abreviatura de:

2001:0ba0:0000:0000:0000:0000:0000:0000

Da mesma forma que podemos escrever apenas um zero, removendo o zero que está no lado esquerdo, os quatro zeros  no meio do endereço podem ser abreviados  (apenas uma vez em cada endereço), sendo assim:

2001:ba0:0:0:0:0::1234

É a forma abreviada do:

2001:0ba0:0000:0000:0000:0000:0000:1234

Também existe um método para designar grupos de endereços IP ou sub-redes que reside em especificar o número de bits que designam a sub-rede, começando da esquerda para a direita, utilizando bits restantes para designar equipamentos unicos dentro da rede:

Por exemplo:

2001:0ba0:01a0::/48

Assinala que a parte do endereço IP utilizado para representar a subrede tem 48 bits. Uma vez que cada cifra hexadecimal tem 4 bits, este facto diz-nos que a parte utilizada para representar a sub-rede é formada por 12 grupos, ou seja: “2001:0 ba0: 01a0″. Os restantes grupos do endereço IP seriam utilizadas para representar nós dentro da rede.

É possível ter sistemas hibridos ? com V4 e V6 ?

Sim. A maioria dos sistemas operativos que actualmente suporta IPv6 permitem a utilização simultânea de ambos os protocolos. Desta forma, é possível a comunicação com redes IPv4, bem como com redes  IPv6, e também é possível a utilização das aplicações concebidas para ambos os protocolos.

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