Virtualização: Mito ou eficácia comprovada ?

Abr 19
2009

Todos estamos consciêntes da crise que atravessamos globalmente. Das “falências” globais em termos não só económicos mas energéticos e ambientais. Como tal, urge cada vez mais apostar em soluções que minimizem o impacto das nossas actividades acentes em recursos informáticos de um ponto de vista não só financeiro mas energético…

…a virtualização é sem dúvida um dos caminhos  a seguir.

Já todos ouvimos falar, mas muita gente de facto ainda não entendeu bem esta questão da virtualização ( facto que consigo aferir com base em conversas diárias com terceiros). Como tal, e antes de apontar vantagens e exemplo pessoais, passo a tentar explicar melhor o conceito:

Virtualizar, como o próprio nome indica, visa em recriar ambientes fisicos virualizados  (via software) . Com isto é possível criar PC’s virtuais, servidores, switchs, placas de rede….em suma tudo o que precisamos para gerir desde um desktop para testar um OS novo a um datacenter!

Tentanto simplificar, dentro de um servidor podemos criar vários pc’s/servidores e usa-los como se fossem reais. Bios, processadores, memoria, discos, drives cd/dvd, usb…tudo!

A maravilha é que todos os recursos dinâmicos ( memória, disco, processamento ) são utilizados (na maior parte das soluções para virtualização) de forma igualmente dinâmica. Assim, o servidor que vai alojar as maquinas virtuais distribui estes recursos consoante a necessidade real de processamento que a máquina vritual necessitar.

A escalabilidade, expansibilidade e portabilidade das máquinas (agora virtuais) também atinge outro nível de maturidade. Podemos pura e simplesmente aumentar o espaço em disco, montar unidades opticas adicionais, acrescentar memória,enviar a máquina a alguém…..entre outros :-) . Imaginem portanto que podem preparar a vossa própria distribuição de linux e disponibiliza-la para testes já montada numa máquina virtual para download. Ou imaginem que estão a correr o vosso File Server virtualizado e querem copiar alguma coisa de um DVD que está num sistema remoto: Basta montar esse dvd como unidade de rede e aloca-lo à  maquina virtual. Ou imaginem que os 20 gb’s de disco que reservaram para um servidor web virtual deixaram de ser suficientes, basta aumentar o espaço maximo que a máquina pode usar em disco e está feito!

As plataformas:

Após um levantamento generalizado (ou seja, não tão rigoroso como isso), apurei que existem 3 plataformas sobejamente conhecidas para suporte à virtualização – as quais por acaso estou habituado a elas:

VmWare

HyperV da Microsoft

VirtualBox  da SUN

Neste artigo, a parte prática do mesmo, escolhi utilizar o VirtualBox por várias questões:

- Utilização gratuita

- Facilidade de utilização e um bom suporte online

- Integração em vários sistemas operativos e de vários sistemas operativos sem complicações

Como começar ?

Antes de mais temos de decidir o cenário que queremos. Quantas máquinas vamos virtualizar e qe recursos vão elas utilizar. Isto é importante para que consigamos dimensionar o melhor possível o sistema (servidor) anfitrião.

Neste caso prático (que não vai ser mais do que descrever a plataforma que utilizo cá em casa) vamos virtualizar um Nagios, um IPPBX (elastix ), um windowx XP e um CentOS 5.2. A maquina anfitriã é o meu media-center, que não é mais do que um Ubuntu 8.04, que em cima das maquinas ainda corre o XBMC.

Que sistema anfitrião tenho?

Asus P5VD2-VM

Intel(R) Pentium(R) D CPU 3.00GHz

2GiB DIMM 667 MHz (1.5 ns) dividos em duas slots com 1GiB cada.

up 11 days, 17:38,  2 users,  load average: 0.32, 0.24, 0.22

Como podem verificar, nada de especial e nem está em esforço. É um simples PC na estante da sala:

pc sala

pc sala

A instalação do VirtualBox em Ubuntu:

Não tem nada de especial. Se pretenderem usar a versão OSE (presente nos repositórios do Ubuntu), basta digitarem na consola:

#sudo  apt-get install virtualbox

No entanto, para usufruirem em pleno aconselho a descarregarem do site a versão completa:

http://www.virtualbox.org/wiki/Linux_Downloads

Se utilizarem gnome ou kde basta clicarem duas vezes no ficheiro e o .deb instala-se. Se não podem instalar de consola também com o comando dpkg

Depois de instalado, podemos encontrar a chamada ao VirtualBox dentro de Apllications» SystemTools. Iniciamos e verificamos que é tudo muito intuitivo. Para criar uma máquina, basta seguir o wizzard e dizer:

Que Sistema operativo vamos usar

Qual a versão do mesmo

Alocar recursos ( disco e memória )

Escolher unidade/s Optica/s ( podem ser escolhidas a partir de imagens ISO)

Escolher a interface de Rede Fisica e o modo de opração ( Pode ser por NAT ou Attached to Host – fica na mesma rede do host fisico ).

-  Para comprovar a facilidade e vos aguçar o apetite para utilizarem, fica aqui a sequência de imagens de um wizzard a instalar uma distro de um OS a partir de uma imagem ISO.

Resta-me acrescentar que esta é uma BOA base de virtualização para o mundo empresarial ( Micro e PME ou até maior ).

vbox011

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